31 de jan de 2018

RESENHA: Clipe "Fake Happy - Paramore"

O álbum After Laughter do Paramore trouxe a tona algo que realmente é importante: o estranho fato da gente sufocar os sentimentos ruins para aparentarmos que está tudo bem, quando na realidade não está. O problema disso é o efeito bola de neve que vai se formando aos poucos.

Todos querem transparecer que está tudo bem, que não existem brigas com as pessoas que amamos, que a vida é um feed organizado no instagram. Se você tem algum problema, é fácil, basta pensar positivo e esconder isso embaixo do pano, que tá tudo resolvido. Basta seguir a vida sempre com um sorriso no rosto e tirar uma foto praticando yoga na praia para postar na internet, simples assim. Chega a ser até poético!

Este último album do Paramore veio para nos lembrar que  sufocar sentimentos negativos e fingir que somos um poço de positividade pode comprometer muito nossa saúde mental, afinal somos seres humanos extremamente duais. Na verdade, o ideal é tentar entender a origem do negativo, trabalhar naquilo até finalmente transformá-lo em positivo. Mas é importante lembrar que este processo não é tão simples assim, uma vez que a mente humana é muito mais complexa do que imaginamos.

Acho que a música Fake Happy poderia muito bem resumir esta ideia principal do álbum, tanto com a letra quanto com o clipe em si.

 Acho importante a gente relacionar isso com nosso contexto histórico social atual: estamos numa era digital e devido a ascensão da internet e de redes sociais, nós queremos mostrar para todos como temos vidas perfeitas e acabamos criando padrões de felicidade.

É importante começar dizendo que o clipe foi dirigido pelo baterista Zac Farro.

O início dessa música é um canto abafado, que eu interpreto como uma conversa da Hayley com ela mesma.

Durante esta parte do clipe, a Hayley aparece com um olhar distante e uma expressão um pouco confusa, julgo que devido a tentativa de parecer feliz quando na verdade não está.

Ou seja, a partir daí podemos perceber que o que foi apresentado visualmente corresponde à letra.

É importante reparar maquiagem inicial da Hayley. Ela aparenta não estar usando nada nos olhos: não tem aquelas cores vibrantes de sombra que normalmente ela usa em shows e nem mesmo consegui perceber a presença de rímel. O que realmente destaca nessa maquiagem, pelo menos até então, é o batom marrom. Vamos falar sobre esta cor? O marrom é usado em design de interiores para trazer conforto para o local e além disso remete à natureza. O que isso tem a ver? Esconder sentimentos pode ser uma forma de defesa e muitas vezes criamos uma capa de que está tudo bem por pura zona de conforto ao invés de tentar entender o que nos aflige. Mas, ao mesmo tempo, ter momentos e sentimentos ruins é algo da natureza humana e que deve ser compreendido ao invés de escondido para que haja uma melhora real.

Depois desta parte introdutória, começa uma batida bem alegre, mas a letra continua seguindo a mesma temática.

Vemos então a Hayley andando pelas ruas de Nova York com um macacão metálico nas cores verde, azul e prata. Bem festivo mesmo. Podemos perceber também que os rostos de todas as pessoas ao redor são cobertos por emojis felizes, porém, de cabeça para baixo. A partir daí, quase não podemos ver o rosto da Hayley e ela vai ficando cada vez mais saltitante.

Na parte final do videoclipe, quando Hayley está na Times Square, finalmente a câmera mostra o rosto dela. Ela aparece sorrindo, porém com lágrimas maquiadas em seu rosto dos olhos ao queixo, claramente, não tão feliz quanto aparentava enquanto dançava por Nova York. Para finalizar, Hayley se rende e utiliza a mascara de emoji feliz usada por todas as outras pessoas ao redor.

A reflexão desse clipe é: por que fazemos isso? Por que, assim como a personagem da Hayley nesse clipe nós nos rendemos em fingir que está tudo bem ao invés de tentar enfrentar? A única resposta que eu vejo é que trata-se de uma saída mais fácil para lidar com nossos problemas, mas obviamente, não é a mais adequada.

25 de mai de 2017

Música e Empreendedorismo

Quando eu digo que o amor à música me motivou a escolher o curso de administração, muita gente não entende a relação que estabeleci com estas duas áreas. Muitas vezes não entendem nem quando digo que tenho um blog sobre música e tenho a intenção de gerencia-lo com mais profissionalismo.

Por quê não escolhi fazer Publicidade e Propaganda? Ou Jornalismo? Iriam me ajudar com o blog também e são cursos que despertam o meu interesse, não vou mentir. Quem sabe um dia... Mas no momento, a administração está ganhando minha admiração a cada dia, e percebo o tanto que ela tem me proporcionado uma visão de mercado muito mais abrangente que eu posso inclusive levar para o lado da indústria musical.

Música é algo que estimula o empreendedorismo, algo importantíssimo na vida de administradores.

A música envolve a alma e trabalho duro para atingir um resultado satisfatório. É necessário ter criatividade, autodisciplina, atenção aos detalhes, saber lidar com riscos, saber improvisar, trabalhar em equipe com cooperatividade e capacidade de assimilar bem as críticas (que sempre virão). Músicos detestam zona de conforto e previsibilidade. 

Outro aspecto essencial da personalidade de músicos é aceitar falhas. Ou vocês acham que músicos nascem já tocando a Nona Sinfonia de Beethoven com perfeição? Até chegar num nível razoável, tem uma fase de desafinação e erros constantes, mas é justamente a superação desta fase que vai mostrar se a pessoa tem capacidade para de fato ser músico. É preciso ter a consciência de que somos humanos passíveis de erros, saber identificá-los para enfim evoluir. Tenha certeza: não é fácil, mas totalmente possível, principalmente se feito com amor e determinação.

Quando ouvimos alguma música pronta que gostamos, é algo belíssimo que nos faz bem em diversos aspectos. Porém, até chegar neste estágio teve muito trabalho duro por trás.

Da mesma forma, quando vemos uma empresa bem sucedida do lado de fora, pode ter certeza que o trabalho lá dentro é àrduo. Vamos fazer uma relação com startups: geralmente são empresas em ascenção e ligadas à tecnologia, com uma cultura interna que foge do tradicional, ambientes de trabalho que incentivam a criatividade e sem pressão com vestimentas muito formais. Inclusive, as mesas de trabalho não costumam ter divisão para incentivar as trocas de informações entre os empregados. Parece lindo né? Mas o trabalho não é pouca coisa. Tem prazos, metas e cobranças. Tem que saber lidar com basicamente, tudo o que um músico também tem que lidar: aprender conviver com desafios, falhas, imprevistos, saber improvisar, sair da zona de conforto e trabalhar em equipe.

Música e as artes em geral, são de extrema importância para instigar todas as características apontadas acima que são um diferencial para o mercado de trabalho, além de trazer à tona o lado mais humano e sensível das pessoas.

21 de mar de 2017

5 curiosidades sobre BTS


Nesse blog não falo especificamente sobre um gênero musical. Aqui tem conteúdo para todos os gostos e eu já estava morrendo de saudade de falar sobre Kpop! Recentemente o grupo sul coreano BTS veio ao Brasil para dois shows para a turnê Wings e mostrou a dimensão do sucesso desse tipo de música atualmente. Percebi que muita gente ficou entusiasmada com a vinda do grupo e tive algumas solicitações para que eu falasse algo sobre eles. Logo, decidi gravar um vídeo contando 5 curiosidades sobra a banda e espero que gostem!



Me contem o que acharam do vídeo e se tem alguma outra banda que você gostaria de encontrar por aqui!
 
COPYRIGHT(c) | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
LAYOUT E PROGRAMAÇÃO DESIGNINGDREAMS | PROGRAMAÇÃO POR DESIGNINGDREAMS.