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A Fever I Could Sweat Out

24 de out de 2014
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Um time para os fanáticos por futebol, um deus para os religiosos, uma banda pra mim. Tive aquela enorme sensação de frio na barriga quando li que o Panic! at the Disco viria para o Circuito Banco do Brasil. Minha história com o Panic! é puro romantismo e sincronia. Crescemos juntos e muito unidos, jamais saíram do posto de ‘minha banda preferida’ e sempre me deram o que procuro quando ouço música.

Mesmo sabendo que era verdade, tudo parecia tão surreal que eu consegui viver normalmente até o dia 16 de outubro. Li que a banda já estava em solos brasileiros e na mesma hora cancelei qualquer espécie de compromisso das próximas horas e dos próximos dias, em pouco tempo estaria perto dos meus ídolos falando tudo isso e mais um pouco. 

Cheguei em BH às 9 da manhã e fui direto pro Mercure Lourdes, após ser mal recebido pelos funcionários hostis do hotel e convidado a me retirar, esperei lá fora pra ver de longe um Brendon Urie correndo e dando um tchauzinho xoxo pros fãs loucos e explosivos que estavam ali comigo. Aconteceu o que eu previa: coloquei a mão na boca e não tive reação durante alguns minutos... Não entenda isso como uma falta de maturidade, desde pré adolescente eu sonhava em presenciar essa cena e não acreditei, ainda não acredito.


Fiquei meio encorujadinho esperando meus amigos chegarem pra poder surtar sem passar vergonha. Eles chegaram perto da hora de a banda sair. O número de pimpolhos e fangirls desinformados tinha aumentado e todos gritavam e faziam tumulto – o que obviamente não agrada nenhum tipo de segurança. A banda saiu do hotel sem olhar pro lado e entrou na van do evento. Desespero? 

Os meus amigos são em grande parte loucos como eu. Nos conhecemos no Orkut e acabamos mantendo a amizade pelo amor à banda. O Panic! literalmente uniu pessoas dos 4 cantos do Brasil que toparam se juntar e fazerem de tudo para conseguir trocar umas palavrinhas com o Brendon e cia.
Sabe aqueles filmes em que o personagem entra num taxi e ordena “Siga aquele carro” ? Pois bem, foi o que eu e meus amigos fizemos. Seguimos a banda de taxi até o Mineirão, onde seria feita a passagem de som, ou um pocket show particular pros sortudos que estavam no taxi e se depararam com a porta aberta. Por essa, nenhum fã esperava, a banda ali de dia, ela e você, tocando e você olhando de um espaço que nem grade era.
Me recordo de ter intitulado como: ZEREI A VIDA!!! VI O SOUNDCHECK DO PANIC! AT THE DISCO
Fim. 


Não… o começo. O dia do show foi nostálgico, eu tive crises de emo, tive vontade de matar 99% das pessoas que esperavam do meu lado e falavam e se empurravam constantemente... e me desculpe, mas odiei todas as bandas ali presente. 40°, um dia inteiro de fila, uma tarde de esmagamento pra que? Pra realizar o sonho do petit tulio.


Quando a bateria entrou no palco eu já encolhi ali no meio e tive flashes de quando o meu primeiro cd chegou. Aquela felicidade estava acumulada até outro dia, pronta pra virar meu primeiro grito. Desde que acompanho a banda tive inúmeras felicidades, tristezas, lembranças... que ficaram acumuladas na minha cabeça e só conseguiriam sair ali. Me desliguei do mundo exterior, conectei ali no palco pra sentir aquela energia gostosa que não vai conseguir virar uma palavra...

Panic! at the Disco é tudo aquilo que eu já sabia; Me fizeram sair do riso, chegar ao choro, sair do choro e atingir um grau de felicidade que eu jamais havia sentido antes. Achei o show perfeito, por ser o primeiro de todos. Mas analisei que poderiam sim ter tocado mais umas 4 horas pra ficar do jeito que deve ser.  Brendon conseguiu passar a energia que ele tem apesar do desrespeito dos fãs de linkin park que começou logo na primeira apresentação do festival. 

A set list foi muito mais pós-break up do que esperávamos, 20% de A Fever you can’t sweat out, 1% de Pretty. Odd, e todo o resto dos outros cds. Imagino que uma banda dentro de um festival deve ter suas rédeas bem curtas por não ser o headliner, quiseram mostrar o novo trabalho e talvez conquistar um público novo pelo que eles são agora. 


Saí do show encantado, sem voz, sem reação, sem chão, sem roupa e sem pensar que ainda tinha que viajar pra Brasília no dia seguinte pra ver o outro show. Deitei minha cabeça no travesseiro e me lembrei do pequeno Túlio sonhando com esse dia. Foram 3 horinhas de sono e meu instinto fã me fez acordar 5:30am e ir pra Confins. Eram 5 vôos para Brasília na parte da manhã, o meu era o último. Fiquei na sala de embarque com uma amiga esperando a banda passar [sim, tipo aquela música]. Algo me dizia que eu tava no lugar certo e na hora certa.

Voo das 7 nada, voo das 9 nada, voo das 10:30 nada, voo das 11:15 nada... Voo 1084 da Gol às 12:53, era o meu. Adivinha quem fazia o embarque ali naquele momento!? Sim, Panic! at the Disco e seu simpático segurança. Mais uma vez eu estava parado olhando feito bobo e admirando aquilo ali na minha frente.
Tomei coragem e segui os outros 4 fãs que estavam ali...
“Zac can I have a Picture with the band?”
Zac: Group photo, we have no time
Eu: But we’re in the same flight!!
Zac: Ok, group photo, go guys


Túlio treme mais que qualquer coisa… eu nunca soube dizer o tipo de reação que teria quando realizasse algum sonho grande e marcante, a minha reação foi tremer muito. Cheguei perto do Brendon e pedi pra autografar o que estava na minha mão: O diário do primeiro deluxe e todos os certificados de edições especiais e de membership no fã clube. Ele foi super simpático e deu um sorriso “Sure!!” 

Ali parecia que estávamos eu e Brendon no centro de um furacão. Não acreditava naquela conversa:
Eu: You know that I follow you since ever,
Brendon: Wow, thank you guys! Thanks very much!
Eu: You’re an inspiration, this is pretty odd’s, this is a fever’s, this is northern downpour’s [eu perdi a fala e comecei a explicar o óbvio que estava na minha mão].
Eu: You rocked last night
Brendon: Thanks
Eu: And you’re gonna rock tonight!
Brendon: See you there guys, thank you so much. 



Eles sairam correndo na fila do embarque e me deixaram ali sem chão algum segurando os papéis e tremendo. Tinha até esquecido que o meu vôo seria o mesmo que o deles. Na minha cabeça eu acabava de incorporar o William de Almost Famous. Meu sonho estava mais que realizado, minha vida zerada, me senti a pessoa mais sortuda de todo aquele estabelecimento rs. Não foram os autógrafos e nem os poucos minutos de conversa, mas a oportunidade de crescer com a banda desde o início e no auge dos 21 poder dizer o que o guri de 14 queria falar a algum tempo atrás.

Voei ouvindo o Pretty. Odd. A sensação era a seguinte: Túlio, ta ouvindo esses caras? Olha ali na frente!! Eles estão ali na frente, olha ali Túlio, sai das nuvens. TÚLIO VC TA DENTRO DO AVIÃO COM A SUA BANDA PREFERIDA!!!!!!!!  Eu não removi o sorriso até hoje. 
O show de Brasília soou mais tranquilo em relação ao público [que em bh estava em sua maioria impraticável e mal educado]. A mesma setlist, as mesmas falas porém não sei se era eu ou a banda que se sentia mais animado. Mais uma vez a minha banda favorita me tirava do chão, descarreguei ali todas as lágrimas que não saíram no encontro aéreo. Chorei também por não acreditar que eu havia conseguido e deu tudo certo. Pulei, dancei, dancei, cantei, gritei, ri, zoei, comentei, senti... juro que vivi mais intensamente e mais verdadeiramente. 




A conclusão disso tudo se deu quando voltava pra casa. Passava toda a viagem como um filme. Parece pequeno, parece um sonho bobo, mas era um sonho e foi realizado! Até hoje eu não consegui ceder espaço a qualquer outro sentimento. Fica aquele aperto em relação aos amigos de todos os cantos do Brasil, não sei quando nos veremos de novo. Fica um aperto sem tamanho quando lembro de tudo e tento localizar na minha cabeça cada acontecimento.
Agradeço aqui quem fez parte de tudo isso. Sem sombra de dúvidas jamais esquecerei de cada um que esteve comigo nessa viagem [presente ou não].



Wrock

25 de ago de 2014
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Mais um post de Harry Potter aqui no blog! Dessa vez falarei um pouco sobre Wizard Rock (ou Wrock) que é um subgênero do rock que surgiu entre 2002 e 2004 nos Estados Unidos. Bandas de Wizard Rock são caracterizadas por letras e performances relacionadas a Harry Potter. A maioria dos artistas desse gênero são independentes e produzem seu material para a internet. Vários eventos para promover o Wrock são feitos em diversos países, mas infelizmente aqui no Brasil não é algo tão comum. Convido vocês, potterheads, mergulharem nessa nostalgia comigo!

Oliver Boyd and the Remembralls é uma das bandas do gênero, e você pode até mesmo encontrar as cifras de algumas no cifraclub clicando aqui. Inclusive, foi através deste artista que eu conheci o estilo musical.







Draco and The Malfoys é uma banda bem divertida, e como sugere o nome, parece que as letras foram escritas por membros desta família, mas principalmente, pelo Draco.



A youtuber Tessa Violet e a banda Heyhihello fizeram uma música e vídeo do estilo Wrock, que ficou bem produzido e divertido. Assim como as outras músicas, esta também possui um refrão bem chiclete.



Caso tenham gostado, clique aqui para ver uma lista de outras bandas. E se vocês conhecem outras, deixem aqui nos comentários!

Miri Lee

23 de ago de 2014
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Há mais de uma semana não apareço aqui no blog, e devo-lhes desculpas por isso. Mas, a indicação de hoje é tão legal que espero que tenha valido à pena esperar! O post será pequeno, mas a artista que lhes apresento é tão especial que tenho certeza que muito falatório será dispensável.

Miri Lee vem cativando cada vez mais pessoas que visitam seu canal no youtube. A pianista  sul coreana escolhe músicas populares e as executa com perfeição. Tinha apenas 5 anos quando teve sua primeira aula de música, e desde o primeiro momento já demonstrou bastante aptidão. Além de pianista, Miri Lee é harpista e organista. Selecionei algumas das minhas músicas favoritas tocadas por ela, espero que gostem!











Se você gostou, confira o canal da artista clicando aqui.

Resenha: Ed Sheeran +

16 de ago de 2014
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Eu sei que em meu primeiro vídeo eu disse que quando não gosto de algum artista, prefiro não expor muito a minha opinião em respeito a ele. Não é o caso de Ed Sheeran, pois gosto muito de seu trabalho. Mas, quando escrevo música por música em resenha, é necessário que eu seja sincera. Caso contrário, não seria uma resenha, não é mesmo? Lógico que, mesmo dando a minha opinião eu jamais usarei palavras desrespeitosas, pois como eu disse, não quero ofender ninguém, uma vez que respeito e admiro todos os músicos simplesmente por exercer uma profissão tão encantadora. Tenho certeza que os meus leitores entendem o que eu quero dizer, e se você está chegando agora aqui no blog, espero que entenda também!

Mais uma vez, gostaria de frisar que Ed Sheeran é um dos meus artistas favoritos da atualidade. A resenha de hoje foi sugerida pela Renata Grota, há uns dois meses atrás. Espero que, apesar da demora, vocês gostem do post!

The A Team é sobre uma garota de programa, que era uma das melhores de sua classe e em depressão desde seus 18 anos. Uma música triste, emocionante, profunda, com um clipe que conseguiu exprimir bastante sua ideia principal. Lindo violão e voz. Clique aqui para ver o clipe.

Drunk já é mais divertida que a primeira com uma leve pegada country. Esta é sobre uma pessoa com muitas decepções amorosas e que encontra a bebida como solução para encontrar o amor de volta. Não sei como, mas Ed Sheeran conseguiu fazer essa música extremamente fofa! Os gatinhos do clipe colabora bastante para este fato.


É legal a jogada de sons do refrão de UNI, que significa universidade mas soa parecido com "you and I", que está presente no mesmo trecho. Nessa música a ênfase é na voz de Ed. Basicamente, é sobre um término de namoro que se deu devido à entrada em uma universidade, mas o sentimento ainda persiste. Muito legal quando ele começa a cantar rápido!

Grade 8 é mais pop, assim como Drunk. Porém, é muito mais romântica, uma vez que esse amor o faz sentir como na oitava série novamente, época na qual tudo é mais intenso. Bom, até agora essa é a que eu menos gostei.

Wake Me Up é mais uma música calminha e sentimental. Pelo que entendi, me parece a história de um romance platônico e exagerado, percebido através de frases como "I should ink my skin with your name", que significa " Eu deveria tatuar seu nome em minha pele". Bom, eu esperava um pouco mais da música, pois em nenhum momento ela me trouxe nem empolgação nem arrepios.

Em Small Bump já temos um ritmo e violão bem gostoso de ouvir. É uma música mais calma também, mas não chega a ser entediante como a anterior. É aparentemente sobre um pai cantando para o bebê que está prestes a nascer. Estou totalmente apaixonada por essa música!



This é mais calma, assim como a faixa 5. Como instrumental, apenas um violão, e é perceptível bastante sentimento na voz de Ed. É incrível como este artista consegue tranmitir tantas emoções em sua voz aveludada.

Algo no início de The City me lembrou Beautiful Soul de Jesse McCartney! Não me matem com esse cometário! haha É uma música divertida, a voz de Ed é bem agradável mas falta alguma coisa. Não que não seja uma boa faixa, mas não está entre as minhas favoritas. Acho que, apesar do que disse na última frase, tem potencial para ser um single muito bem sucedido, pois tenho certeza que agradou os ouvidos de inúmeros fãs!

Lego House é sem sombra de dúvidas a minha favorita do CD! Rupert Grint aparece no clip e interpreta o personagem de uma maneira muito divertida. Parece que inicialmente o personagem é um sósia de Ed, e vimos que não apenas isso: ele é um fã muito obcecado pelo artista, que o segue, tem vários objetos que remetem ao cantor e até come um chiclete mascado por Sheeran. Ri demais na cena final, onde Rupert aparece abraçado com um boneco de Ed Sheeran com aquela expressão facial que só ele consegue fazer. Pra quem não sabe, ele não é o único do trio principal de Harry Potter a aparecer num clipe musical. Emma e Daniel também fizeram esse tipo de trabalho. Acham que isso merece um post especial?



You Need Me, I Dont Need You é uma faixa bem animada e pop e eu adorei! A letra é bem divertida e eu indico para todos vocês que ainda não a conhecem e curtem esse estilo. O refrão é bem chiclete como toda música pop geralmente tem.

Vale ressaltar que várias das músicas desse álbum tem uma pegada meio country e Kiss Me é uma delas. A música é calma e apaixonante, não foi à toa que faz parte da trilha sonora de The Vampire Diaries. ÓTIMA faixa, como sempre.

Não me julguem, mas Give Me Love foi a música pela qual conheci o trabalho de Ed Sheeran, e tenho certeza que o mesmo ocorreu com muitos de vocês. E não é que deu certo? Esta música é de fato muito boa. Ótima escolha para single, belíssima música, voz impecável. Sim, existem outras que eu gosto mais do que esta, mas este fato não tira a magia de Give Me Love. Antes que me esqueça, a música também faz parte da trilha sonora de TVD. Algo que eu adoro é como a música vai crescendo. Não sei explicar, mas vocês me entendem, né? À propópsito, eu amei o clipe.



Me contem aqui nos comentários o que acharam desse álbum de ED Sheeran!

LaSeca Música Nomade

11 de ago de 2014
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Há uns dois ou três meses atrás estava andando pelas ruas do centro de Belo Horizonte com o meu pai, quando fomos surpreendidos por uma música muito agradável que parecia surgir de um aglomerado de pessoas. Curiosos que somos, vimos que se tratava de uma banda que tentava inserir um pouco de cultura e alegria para as pessoas que lá estavam. Era incrível como a energia positiva e musicalidade da banda contagiavam todos ao redor. Sorrisos surgiam nos rostos de todos os ouvintes, e era difícil ficar parado - no mínimo, para os mais tímidos, os pés marcavam os compasso da música. Acontecimentos assim não são muito comuns nas ruas daqui no dia-a-dia, e me senti na obrigação de parabenizar os músicos pelo presente, assim que o show acabou. Afinal, uma apresentação tão linda como aquela era capaz de alegrar dias tristes e vidas corriqueiras.

Ao conversar com os integrantes fiquei admirada pela simpatia de todos. Descobri que eram músicos argentinos, com o intuito de levar vivacidade e alegria para as ruas do Brasil através de música. Encontraram alguns empecilhos no início, como por exemplo a falta de apoio de autoridades para a realização de shows em ruas, mas nada que não fosse resolvido pacificamente depois. Afinal, o intuito da banda era exatamente esse: promover a cultura surpreendendo e estampando sorrisos nos rostos de pedestres desavisados.

Parte do repertório da banda contava com MPB, Beatles, algumas músicas autorais e outros. A banda é composta por:
Atilio Piñero - voz, guitarra, percussão, arranjos e direção artística
Gabriela Rivero - voz e percussão
Alan Bonafine - sax e assistência de gravação
Jerónimo Atchverry Ocampos - baixo 

Gostei tanto da banda que a chamei para dar uma entrevista aqui no blog Ouvi Por Aí. Ambas as partes fizeram o máximo para que ela fosse concretizada, mas no final das contas não deu certo. Pelo menos tive a oportunidade de ouvi-los de novo, dessa vez na Praça da Liberdade. Mesmo assim, precisava deixar registrado aqui no blog a competência de LaSeca Música Nómade e admiração por todos os músicos envolvidos, que realmente trabalham depositando amor naquilo que fazem. Um muito obrigado à eles pelo carinho comigo e com o blog, bem como o respeito com o povo e cultura brasileira. É uma banda que indico para vocês conhecerem, espero vê-los novamente e que vocês tenham sorte de esbarrar com eles por aí algum dia!

7 on 7 - Gastronomia

7 de ago de 2014
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O tema do projeto fotográfico 7 on 7 deste mês é gastronomia. Apesar de algumas não serem muito atuais, todas são de dar água na boca! Confira:

1. A primeira foto é de um macarrão que eu fiz um dia desses, com molho branco e carne de panela gratinado com mussarela e um pouco de orégano por cima. Estava uma delícia! Deveria ter tirado foto de como estava por dentro. Hmmm, acho que vou fazê-lo novamente em breve!

2. A segunda foto é mais uma tirada no meu intercâmbio. Era uma torta do Fridays da rua 34th, bem perto da minha acomodação. A torta era de Reese's (o bombom chegou no Brasil, oba!), ou seja, chocolate com amendoim. Nossa, que saudade!

3. Com o melhor seriado do mundo e uma paçoquinha recheada com creme de chocolate feita pelo namorado... Não tinha como ficar melhor! Essa foto foi tirada um dia depois do meu aniversário do ano passado. Vale comentar do macarrão aos quatro queijos e picanha feito pela minha mãe nessa data, que ficou maravilhoso!

4. O macarrão com frutos do mar feito pelo meu pai é imbatível! Mineiro quando come frutos do mar quase surta de felicidade, uma vez que esses alimentos são bem caros por aqui. E esse prato é caprichado!

5. Se você mora em Belo Horizonte eu te indico a Casa Bonomi. Lá é uma panificadora, mas você encontra muito além de pães por lá. Por exemplo, este bolo de chocolate meio amargo super saboroso que dá água na boca só de lembrar! E ainda tem essa calda de maracujá deliciosa...

6. A sexta foto é um lanche da tarde preparado por mim e pelo meu namorado que, modéstia à parte, ficou simplesmente divino! Chocolate quente com pedaços de chocolate branco dentro e rolinhos de canela (aprendi aqui e super recomendo a receita).

7. Uma homenagem ao último post sobre Harry Potter, os feijõezinhos de todos os sabores! Ia dizer que é gostoso, mas melhor não.... Principalmente depois de comer um de sabão. Mesmo assim, é divertido! Você pode pegar um de cereja, se tiver sorte, que é muito bom!

Como de costume, segue a playlist, contendo sete músicas referentes ao tema desse mês:



Espero que vocês tenham gostado!

Postagem Coletiva: Harry Potter

4 de ago de 2014
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[Se você não leu os livros/viu os filmes não continue a ler este post. Se você é um Potterhead só aproveite]

Há um tempo atrás fui convidada a participar de um grupo no Facebook voltado para blogs sobre literatura, música, cinema e TV. A ideia de reunir blogueiros que abordam sobre esses temas era incrível mas estava faltando algo essencial: interação entre os integrantes do grupo. Pensando nisso, Renata Grota sugeriu que fizéssemos uma postagem coletiva, onde falaríamos sobre filmes baseados em livros e suas trilhas sonoras. Desse modo, cada pessoa abordaria o tema de acordo com a especialidade de seu blog. Com uma proposta tão legal, não poderia deixar o Ouvi Por Aí fora dessa.

A melhor parte dessa história: para essa primeira postagem coletiva eu fiquei encarregada de falar um pouco sobre a trilha sonora de... HARRY POTTER! Considerando que é um assunto no qual tenho muito a falar (adoro todas as músicas e por isso sou um pouco suspeita), vamos por partes.

Antes de mais nada, existe uma técnica de composição musical criada inicialmente para óperas (mas é utilizado hoje para diversas trilhas sonoras) chamada leitmotiv, que consiste em ter um tema repetido frequentemente em uma partitura, sendo associado a uma ideia ou personagem. Querem um bom exemplo disso? Hedwig's Theme! Esse tema foi feito para a trilha sonora de Harry Potter e a Pedra Filosofal, utilizada em diversas cenas, inclusive nos filmes posteriores, com algumas alterações para que se encaixasse com cada situação.

Ainda sobre Hedwig's Theme e para não perder o costume, preciso mostrar para vocês um dos meus covers favoritos, que é tocado com taças. Confira:



Do Primeiro ao terceiro filme de Harry Potter, a trilha sonora ficou nas mãos de John Williams, ressaltando que em Harry Potter e a Câmara Secreta a trilha foi conduzida por William Ross, mas escrita por John. O quarto filme teve a trilha sonora composta por Patrick Doyle, enquanto o quinto e sexto filmes ficaram a cargo do compositor Nicholas Hooper. Alexandre Desplat compôs as músicas dos dois últimos filmes. Gênios.

As fotos abaixo seguem a ordem em que os compositores foram citados.


Todas as músicas de todos os filmes ficaram perfeitas no meu ponto de vista, e se eu fosse falar de cada uma ficaria aqui até ano que vem. Então, selecionei uma música favorita para cada filme.

Harry Potter e a Pedra Filosofal: Prologue - Hedwig's Theme
Escolhi esta música pelos motivos citados no começo do post e por ela ser a primeira que eu ouvi (e provavelmente você também). Sem contar que ela conseguiu captar totalmente a magia de Hogwarts. É só colocar o play que é como se sentir lá dentro! É impossível imaginar o filme sem essa música, que se tornou a principal. Belíssimo trabalho de John Williams!



Harry Potter e a Câmara Secreta: Meeting Tom Riddle - Voldemort's Theme
Essa música consegue me trazer arrepios, tensão e agonia. E é exatamente esse o objetivo, que foi alcançado com sucesso pelo nosso incrível John Williams. Ela também me faz sentir em Hogwarts, com todo aquele suspense por trás de memórias de uma pessoa morta, mas nem tanto (se é que me entendem). Sim, essa cena me dá muito medo, mas tenho que admitir: ficou fantástica! E lógico, a música contribuiu bastante para um resultado tão satisfatório.



Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban: BuckBeack's Flight
Aquela cena com a fotografia maravilhosa de Harry Potter voando nas costas de Bicusso, o pássaro passando as garras na água... Não tinha como ficar mais épica! A música encaixou perfeitamente e o conjunto disso todo resultou em um dos momentos mais belos e marcantes do filme para mim.



Harry Potter e o Cálice de Fogo: Death of Cedric
Voldemort está de volta! Uma cena muito comovente do filme (e do livro), e mais uma vez a música conseguiu captar toda a essência do momento. Os instrumentos estão impecáveis, pra variar. Clique aqui para ouvi-la no youtube.

Harry Potter e a Ordem da Fênix: Dumbledore's Army
A beleza da flauta, que depois se mistura com harpa e violinos é inexplicável! Depois o clima vai se animando, ficando tudo cada vez mais lindo. No momento, estou ouvindo esta música, e mesmo sem ver a cena, parece que novamente estou lá. Eu fico cada vez mais maravilhada com a trilha sonora desse filme e com o trabalho de qualidade de cada um dos compositores e artistas envolvidos. 



Harry Potter e o Enigma do Príncipe: The Killing of Dumbledore
Não sei o que me chama mais atenção nessa cena: o fato em si da morte do Dumbledore (até hoje não engulo essa. Ele é o Dumbledore, gente, não pode morrer nunca), ou o fato do Draco não ter conseguido realizar o serviço ~delicadamente pedido~ por aquele que não se deve ser nomeado. Brincadeiras à parte, Snape se viu na responsabilidade de dar um fim na vida de Albus (que já sabia da proximidade de sua própria morte por conta das Horcrux e aquela treta toda, e depois descobrimos que ele mesmo pediu para Severo matá-lo). E Snape o fez, porém, com muito desgosto - sabemos que foi uma tarefa difícil para o personagem, que não tinha outra alternativa. De partir o coração, mas vimos aí a genialidade de Snape: ao mesmo tempo que para Voldemort isso era uma prova de que estava do lado dos Comensais, nós sabemos que Snape estava mesmo era do lado da Ordem da Fênix. Mais uma cena muito marcante de Harry Potter, que a trilha sonora combinou perfeitamente. Aproveito a oportunidade para deixar publicamente registrada minha admiração pela atuação de Alan Hickman durante todos os filmes da saga.



Harry Potter e as Relíquias da Morte
Parte 1: Ron's Speech
Escolhi essa música por ela simplesmente me fazer chorar feito um bebê. E o discurso do nosso ruivo, também não me ajudou muito. Clique aqui para rever o discurso e aqui para ouvir a música.
Parte 2: Severus and Lilly
Eu ia colocar o player da cena em que essa música aparece aqui, mas meu coração não aguenta. Então caso queira revê-la clique aqui para a parte 1 e aqui para a parte 2 das memórias de Snape, quando finalmente ficamos sabendo um pouco mais da história acerca do personagem e sobre o amor dele pela mãe de Harry. Muitas explicações de seu comportamento estranho é dado nessa cena, que mesmo considerando tantas outras incríveis, essa conseguiu chegar ao posto de minha favorita.



Decidi não colocar player em todos para o post não ficar muito grande. Quero dizer, para não ficar maior do que já está, e olha que eu ainda teria muito assunto para falar sobre a trilha sonora desses filmes. Inclusive, podem esperar por mais Harry Potter aqui no Ouvi Por Aí! 

Os outros dois blogs participantes dessa postagem coletiva sobre Harry Potter são:
Décimo Andar (filmes)
Café Com Aroma de Livros (livros)
Não deixem de visitá-los, tenho certeza que encontrarão conteúdos bem interessantes por lá!