24 de out de 2014

A Fever I Could Sweat Out - Resenha: Show do P!ATD


Um time para os fanáticos por futebol, um Deus para os religiosos, uma banda pra mim. Tive aquela enorme sensação de frio na barriga quando li que o Panic! at the Disco viria para o Circuito Banco do Brasil. Minha história com o Panic! é puro romantismo e sincronia. Crescemos juntos e muito unidos, jamais saíram do posto de ‘minha banda preferida’ e sempre me deram o que procuro quando ouço música.

Mesmo sabendo que era verdade, tudo parecia tão surreal que eu consegui viver normalmente até o dia 16 de outubro. Li que a banda já estava em solos brasileiros e na mesma hora cancelei qualquer espécie de compromisso das próximas horas e dos próximos dias, em pouco tempo estaria perto dos meus ídolos falando tudo isso e mais um pouco. 

Cheguei em BH às 9 da manhã e fui direto pro Mercure Lourdes, após ser mal recebido pelos funcionários hostis do hotel e convidado a me retirar, esperei lá fora pra ver de longe um Brendon Urie correndo e dando um tchauzinho xoxo pros fãs loucos e explosivos que estavam ali comigo. Aconteceu o que eu previa: coloquei a mão na boca e não tive reação durante alguns minutos... Não entenda isso como uma falta de maturidade, desde pré adolescente eu sonhava em presenciar essa cena e não acreditei, ainda não acredito.



Fiquei meio encorujadinho esperando meus amigos chegarem pra poder surtar sem passar vergonha. Eles chegaram perto da hora de a banda sair. O número de pimpolhos e fangirls desinformados tinha aumentado e todos gritavam e faziam tumulto – o que obviamente não agrada nenhum tipo de segurança. A banda saiu do hotel sem olhar pro lado e entrou na van do evento. Desespero? 

Os meus amigos são em grande parte loucos como eu. Nos conhecemos no Orkut e acabamos mantendo a amizade pelo amor à banda. O Panic! literalmente uniu pessoas dos 4 cantos do Brasil que toparam se juntar e fazerem de tudo para conseguir trocar umas palavrinhas com o Brendon e cia.
Sabe aqueles filmes em que o personagem entra num taxi e ordena “Siga aquele carro” ? Pois bem, foi o que eu e meus amigos fizemos. Seguimos a banda de taxi até o Mineirão, onde seria feita a passagem de som, ou um pocket show particular pros sortudos que estavam no taxi e se depararam com a porta aberta. Por essa, nenhum fã esperava, a banda ali de dia, ela e você, tocando e você olhando de um espaço que nem grade era.
Me recordo de ter intitulado como: ZEREI A VIDA!!! VI O SOUNDCHECK DO PANIC! AT THE DISCO
Fim. 



Não… o começo. O dia do show foi nostálgico, eu tive crises de emo, tive vontade de matar 99% das pessoas que esperavam do meu lado e falavam e se empurravam constantemente... e me desculpe, mas odiei todas as bandas ali presente. 40°, um dia inteiro de fila, uma tarde de esmagamento pra que? Pra realizar o sonho do petit tulio.

Quando a bateria entrou no palco eu já encolhi ali no meio e tive flashes de quando o meu primeiro cd chegou. Aquela felicidade estava acumulada até outro dia, pronta pra virar meu primeiro grito. Desde que acompanho a banda tive inúmeras felicidades, tristezas, lembranças... que ficaram acumuladas na minha cabeça e só conseguiriam sair ali. Me desliguei do mundo exterior, conectei ali no palco pra sentir aquela energia gostosa que não vai conseguir virar uma palavra...

Panic! at the Disco é tudo aquilo que eu já sabia; Me fizeram sair do riso, chegar ao choro, sair do choro e atingir um grau de felicidade que eu jamais havia sentido antes. Achei o show perfeito, por ser o primeiro de todos. Mas analisei que poderiam sim ter tocado mais umas 4 horas pra ficar do jeito que deve ser.  Brendon conseguiu passar a energia que ele tem apesar do desrespeito dos fãs de linkin park que começou logo na primeira apresentação do festival. 

A set list foi muito mais pós-break up do que esperávamos, 20% de A Fever you can’t sweat out, 1% de Pretty. Odd, e todo o resto dos outros cds. Imagino que uma banda dentro de um festival deve ter suas rédeas bem curtas por não ser o headliner, quiseram mostrar o novo trabalho e talvez conquistar um público novo pelo que eles são agora. 



Saí do show encantado, sem voz, sem reação, sem chão, sem roupa e sem pensar que ainda tinha que viajar pra Brasília no dia seguinte pra ver o outro show. Deitei minha cabeça no travesseiro e me lembrei do pequeno Túlio sonhando com esse dia. Foram 3 horinhas de sono e meu instinto fã me fez acordar 5:30am e ir pra Confins. Eram 5 vôos para Brasília na parte da manhã, o meu era o último. Fiquei na sala de embarque com uma amiga esperando a banda passar [sim, tipo aquela música]. Algo me dizia que eu tava no lugar certo e na hora certa.

Voo das 7 nada, voo das 9 nada, voo das 10:30 nada, voo das 11:15 nada... Voo 1084 da Gol às 12:53, era o meu. Adivinha quem fazia o embarque ali naquele momento!? Sim, Panic! at the Disco e seu simpático segurança. Mais uma vez eu estava parado olhando feito bobo e admirando aquilo ali na minha frente.
Tomei coragem e segui os outros 4 fãs que estavam ali...
“Zac can I have a Picture with the band?”
Zac: Group photo, we have no time
Eu: But we’re in the same flight!!
Zac: Ok, group photo, go guys


Túlio treme mais que qualquer coisa… eu nunca soube dizer o tipo de reação que teria quando realizasse algum sonho grande e marcante, a minha reação foi tremer muito. Cheguei perto do Brendon e pedi pra autografar o que estava na minha mão: O diário do primeiro deluxe e todos os certificados de edições especiais e de membership no fã clube. Ele foi super simpático e deu um sorriso “Sure!!” 

Ali parecia que estávamos eu e Brendon no centro de um furacão. Não acreditava naquela conversa:
Eu: You know that I follow you since ever,
Brendon: Wow, thank you guys! Thanks very much!
Eu: You’re an inspiration, this is pretty odd’s, this is a fever’s, this is northern downpour’s [eu perdi a fala e comecei a explicar o óbvio que estava na minha mão].
Eu: You rocked last night
Brendon: Thanks
Eu: And you’re gonna rock tonight!
Brendon: See you there guys, thank you so much. 






Eles sairam correndo na fila do embarque e me deixaram ali sem chão algum segurando os papéis e tremendo. Tinha até esquecido que o meu vôo seria o mesmo que o deles. Na minha cabeça eu acabava de incorporar o William de Almost Famous. Meu sonho estava mais que realizado, minha vida zerada, me senti a pessoa mais sortuda de todo aquele estabelecimento rs. Não foram os autógrafos e nem os poucos minutos de conversa, mas a oportunidade de crescer com a banda desde o início e no auge dos 21 poder dizer o que o guri de 14 queria falar a algum tempo atrás.

Voei ouvindo o Pretty. Odd. A sensação era a seguinte: Túlio, ta ouvindo esses caras? Olha ali na frente!! Eles estão ali na frente, olha ali Túlio, sai das nuvens. TÚLIO VC TA DENTRO DO AVIÃO COM A SUA BANDA PREFERIDA!!!!!!!!  Eu não removi o sorriso até hoje. 
O show de Brasília soou mais tranquilo em relação ao público [que em bh estava em sua maioria impraticável e mal educado]. A mesma setlist, as mesmas falas porém não sei se era eu ou a banda que se sentia mais animado. Mais uma vez a minha banda favorita me tirava do chão, descarreguei ali todas as lágrimas que não saíram no encontro aéreo. Chorei também por não acreditar que eu havia conseguido e deu tudo certo. Pulei, dancei, dancei, cantei, gritei, ri, zoei, comentei, senti... juro que vivi mais intensamente e mais verdadeiramente. 





A conclusão disso tudo se deu quando voltava pra casa. Passava toda a viagem como um filme. Parece pequeno, parece um sonho bobo, mas era um sonho e foi realizado! Até hoje eu não consegui ceder espaço a qualquer outro sentimento. Fica aquele aperto em relação aos amigos de todos os cantos do Brasil, não sei quando nos veremos de novo. Fica um aperto sem tamanho quando lembro de tudo e tento localizar na minha cabeça cada acontecimento.
Agradeço aqui quem fez parte de tudo isso. Sem sombra de dúvidas jamais esquecerei de cada um que esteve comigo nessa viagem [presente ou não].



5 comentários:

  1. aaaaaaaaah que tudo *o*
    adoro panic!, marcou muito a fase ~emuxinha~ da minha vida e escuto até hoje hahah e nossa, que loucura encontrar eles no aeroporto, sonho de qualquer fã né? e o brendon é um lindo, deixo esse post ainda mais apx por ele <3
    fico muito feliz por ti e por todos esses momentos lindos que tu viveu! e que venham mais, pra mim e pra ti hahahha
    beijão =D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Panic marcou demais a minha adolescência também! Até hoje é uma das bandas mais tocadas no meu carro haha :) O Tulio ficou muito feliz, foi a realização do sonho dele. Sei muito bem o amor que ele sempre teve com Panic...
      Muito obrigada, Xuxu!

      Excluir
  2. Meu !!! Que emoção... Também curto o som do Panic!
    Encontrar sua banda preferida no aero , pegar o mesmo voo :D
    E ainda trocar uma ideia com os caras ...
    Parabéns Galera ...
    Bj a todos ...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Panic é incrível mesmo, né? Também amo. O Túlio tem um carinho muito especial pela banda, então foi a realização de um sonho <3
      Beijos

      Excluir
  3. CARAAAAAAAAAAAAAAAA, minha mão ficou suada enquanto eu lia, meu deus que sonho *o* socorro, existiu um diálogo com o Brandon e o ser humano está vivo ainda? Acho que eu teria morrido, ou desmaiado, ou agarrado ele, além de fazer charminho pra ele durante o voo que ele também está, vai que dá certo? aishaishaiushaiush que invejinha de vocês, na boa iaushaiuhsuiahs

    talodemaca.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

 
COPYRIGHT(c) | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
LAYOUT E PROGRAMAÇÃO DESIGNINGDREAMS | PROGRAMAÇÃO POR DESIGNINGDREAMS.